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                            O MUNDO DOS VALORES

 

 

            Todo mundo já ouviu falar no " jeitinho brasileiro " poder não pode, mas sempre se dá um jeito... Certos "jeitinhos " parecem inocentes ou engraçados, e às vezes até são vistos como sinal de vivacidade e esperteza, por exemplo, quando se fura a fila do ônibus ou do cinema. Ou então, para pegar o filho na escola, que mal há em parar em fila dupla? Outros "jeitinhos não aparecem tão às claras, mas nem por isso são menos tolerados, concorrências públicas com " cartas marcadas “, notas fiscais com valor declarado acima do preço para o comprador levar sua comissão ou comprar sem emissão de nota fiscal para sonegar impostos.

 

 

1.     Levar vantagem em tudo.

 

O que intriga nessa história de "dar um jeitinho" é que, na maioria das vezes, as pessoas sabem que transgridem padrões de comportamento, mas raciocinam como se isso fosse normal, visto que é comum, e contestam: Só eu? E os outros? Todo mundo age assim, quem não fizer o mesmo é trouxa! Quem não gosta de levar vantagem em tudo?

  Muitos até acham que se trata de virtude a complacência com qual as pessoas "fecham os olhos" para essas irregularidades e favorecimento. Observando os exemplos dados na epígrafe, constatamos que ora são contravenções medianamente graves (como interromper o trânsito na rua), ora são crimes (como roubo do dinheiro público nas concorrências fraudulentas), ora desrespeito ao próximo (como furar fila). Em todos esses casos, o "jeitinho" surge como forma autoritária e individualista que desconsidera as normas da vivência em coletividade.

Além do famigerado “jeitinho”, cuja aceitação camufla seu caráter reprovável, no dia-a-adia deparamos com outros tipos de ações que costumamos condenar de forma mais explicita, tais como mentir, roubar, matar, explorar o trabalho alheio e assim por diante. Estamos dessa forma, diante dos fatos que pretendemos analisar.  Certas ações tornam-se objeto de valorização quando as classificamos como justas, certas ou erradas, boas ou más. E, em função dessas avaliações, são dignas de admiração ou de desprezo.

E o que é valorizar? O que são valores?

 

2.     O Que é Valor.

 

Olhe à sua volta. Escolha um objeto ou pessoa e faça um juízo de realidade:

a)      esta caneta é azul;

b)      este lápis é novo;

c)      Maria saiu por aquela porta;

d)      A barraca está cheia de frutas;

e)      João foi à igreja;

 

Ao mesmo tempo em que formulamos juízos de realidade, são inevitáveis os juízos de valor:

a)      esta caneta azul não é tão bonita quanto à vermelha;

b)      o lápis velho escrevia melhor que este novo;

c)      Maria não deveria Ter saído antes de terminar o trabalho;

d)      As frutas fazem bem à saúde;

e)      Orar reconforta o espirito;

No primeiro exemplo fazemos uma avaliação estética, no segundo aludimos ao valor de utilidade, no terceiro à transgressão de um valor moral, no quarto nos referimos a um valor vital e, no último, ao valor religioso.

Há portanto, o mundo das coisas e o mundo dos valores. Não podemos, porém, dizer que os valores são da mesma maneira que as coisas são, porque não há valor em si tal como uma coisa existe. Ou seja, o valor é sempre uma relação entre o sujeito que valora e o objeto valorado.

Atribuir um valor a alguma coisa é não ficar indiferente a ela. Portanto, a não-indiferença é a principal característica do valor.

Os valores existem na ordem da afetividade, uma vez que não ficamos indiferentes diante de alguma coisa ou pessoa, mas sempre somos afetados por elas de alguma forma. Reclamamos da caneta que não escreve bem, ouvimos várias vezes com prazer à música de nossa preferência, recriminamos quem usa de violência e assim por diante.

Valorar é uma experiência fundamentalmente humana que se encontra no centro de toda escolha de vida. Fazer um plano de ação nada mais é do que dar prioridade a certos valores, ou seja, escolher que é melhor (seja do ponto de vista moral, utilitário etc.) e evitar o que é prejudicial para atingir os fins propostos.

A conseqüência de qualquer valoração é, sem dúvida, dar regaras para a ação prática. Se o ar é um valor para o ser vivo, é preciso evitar a poluição que compromete a qualidade desse bem indispensável. Se a credibilidade é um valor, não podemos mentir, caso contrário as relações humanas ficam prejudicadas. Portanto, diante daquilo que é, a valoração (valores) orienta para o que deve ser.

Assim neste texto, dentre os mais diversos valores existentes, escolhemos analisar os valores morais.

 

3.     Ética e Moral.

 

Na linguagem comum, costumamos usar os conceitos de ética e moral como se fossem sinônimos. Não é grave que continuemos a denominá-los indistintamente, apesar de existir uma diferença entre eles.

A moral é o conjunto de regras de conduta assumidas pelos indivíduos de um grupo social com a finalidade de organizar as relações interpessoais segundo os valores do bem e do mal.

A ética, ou filosofia moral é mais abstrata, constituindo a parte da filosofia que se ocupa com a reflexão sobre as noções e princípios que fundamentam a vida moral. Por exemplo, são questões éticas indagar a respeito do que é o bem e o mal, o que são valores, qual a natureza do dever, em que consiste a moral autônoma, qual a finalidade da ação moral e assim por diante. As regras a essas e outras questões caracterizam as diversas concepções de vida moral elaboradas pelos filósofos através dos tempos.

 

4.     De onde vêm os valores?

 

Vimos que os valores não são coisas, mas resultam das relações que os seres humanos estabelecem entre si e com o mundo em que vivem. Por isso os valores são em parte herdados da cultura e nossa primeira compreensão da realidade se funda no solo dos valores da comunidade a que pertencemos. Esse fato talvez nos faça concluir que tais experiências variam conforme o povo e a época. É o que nos sugere a diversidade de costumes entre os povos.

Na Idade Média, por exemplo, era proibido dissecar cadáveres e, no entanto, as instituições de justiça torturavam seres vivos. Nosso costume de comer bife escandaliza o hindu, para quem a vaca é animal sagrado. Em certas tribos matam-se os velhos e as crianças nascidas com algum defeito, procedimento que nos parece de incrível crueldade. O que nem sempre sabemos é que onde há escassez de alimentos, os incapazes de produzir são eliminados como peso prejudicial à sobrevivência do grupo.

Para entender essas diferenças, convém lembrar que mesmo quando o conteúdo das regras morais varia conforme a época ou lugar, todas as comunidades têm a necessidade formal de regras morais. Formalmente, a coragem é melhor que a covardia e a amizade é um valor desejável para os membros de um grupo. No entanto, a coragem e a amizade têm apenas um valor formal cujo conteúdo pode variar.

A coragem do guerreiro da tribo é diferente da coragem do burocrata urbano desafiado, por exemplo, pelos riscos da corrupção. Da mesma forma, a amizade é sem dúvida um valor universal, mas a sua expressão varia conforme os costumes. Na sociedade patriarcal, em que a mulher se encontra confinada ao lar e subordinada ao homem, é impensável que ela tenha amigos do sexo masculino fora do círculo de amizades do seu próprio marido ou distante do seu olhar benevolente. Essas regras mudam nos núcleos urbanos, depois que ocorreu a liberação da mulher para o trabalho fora do lar.

Em tese, esses valores servem para que a sociedade subsista, mantenha a sua integridade e se desenvolva. Ou seja, a moral existe para vivermos melhor para termos uma “vida boa”. Talvez essa afirmação cause espanto, se considerarmos que as imposições morais muitas vezes são formas de repressão e, portanto, geradoras de infelicidade. Essa avaliação, porém, só é verdadeira quando ocorre uma deformação da moral autêntica, quando as normas estão a serviço da exploração e da manutenção de privilégios de grupos.

 

 

5.     A moral dinâmica.

 

Dizíamos que nem sempre as regras morais visam ao bem da comunidade como um todo. Por que haveria essa distorção da verdadeira finalidade positiva da moral?

Em toda sociedade, por mais estável que seja, sempre ocorrem mudanças de comportamento na luta pela subsistência. Por isso, certas regras que valiam em determinadas circunstâncias, deixam de valer quando são alteradas as relações entre pessoas e grupos. Apesar disso, persiste a tendência de resistir às mudanças, mas quando as regras permanecem inflexíveis, sedimentadas, acabam sendo esvaziadas de seu conteúdo vital, ficando caducas e sem sentido. A sociedade passa, então, por uma crise que exige inventividade e coragem para recriar uma moral verdadeiramente dinâmica e comprometida com a vida.

Geralmente as morais conservadoras se petrificam quando a sociedade se divide em grupos antagônicos e os segmentos privilegiados desejam manter suas vantagens. Nesses casos, o que é ensinado como sendo bom para todos, na verdade só é bom para os que estão no poder.

Para manter de forma inalterada o status quo, isto é, a situação vigente, tenta-se silenciar o pensamento divergente, o que leva à intolerância. Por exemplo, o fanatismo religioso recusa como herético todo distanciamento da ortodoxia. E cem anos após a Lei Áurea, os negros brasileiros ainda têm de lutar não só contra os juízos depreciativos feitos pelos brancos, mas também contra a própria auto-imagem mutilada pela herança de submissão.

A experiência efetiva da vida moral supõe, portanto, o confronto contínuo entre a moral constituída (isto é, os valores herdados) e a moral constituinte, representada pela crítica aos valores ultrapassados. O esforço de construção da vida moral exige a discussão constante dos valores vigentes, a fim de se verificar em que medida ela se orienta em favor da vida ou da alienação.

 

6.     O sujeito moral.

 

Seriam os valores, além de relativos ao lugar e ao tempo, também subjetivos, isto é, dependentes das avaliações de cada indivíduo?

Se cada um pudesse fazer o que bem entende, não haveria moral propriamente dita. Na verdade, o sujeito moral intui os valores como fruto da intersubjetividade, ou seja, da relação com os outros. Não é o sujeito solitário que se torna moral, pois a vida moral se funda na solidariedade: é pela descoberta e reconhecimento do outro que cada ser humano se descobre a si mesmo. Intuir o valor é descobrir aquele que convém à sobrevivência e felicidade do sujeito na medida em que pertence a um grupo.

Ao responder à pergunta “como devo viver?”, o sujeito moral dá uma resposta com pretensão de validade universal, porque o sujeito moral não é o seu empírico, individual egoísta, mas é o seu capaz de reconhecer o outro eu, o outro e tão importante quanto eu sou.

Em certas épocas, porém, as pessoas não percebem alguns valores – que a escravidão é desprezível, por exemplo. Em outras circunstâncias, certos valores fundamentais são esquecidos nas grandes cidades o individualismo exacerbado torna as pessoas menos generosas e mais desconfiadas.

Portanto, ninguém nasce moral, mas torna-se moral. Há uma longa caminhada a ser percorrida para a aprendizagem de descentralização do eu subjetivo, a fim de se superar o egocentrismo infantil e tornar-se capaz de “com-viver”.

Da mesma forma, há sociedades mais morais e outras, mas cínicas, dependendo da mameira pela qual facilitam ou dificultam o desenvolvimento da consciência dos sujeitos.

 

7.     A virtude.

 

Com certa freqüência, a imagem da pessoa virtuosa é a de alguém amável, dócil, cordato, capaz de renúncia e sempre disposto a servir aos outros. Trata-se, porém de uma representação inadequada e muitas vezes perigosa. Segundo Nietzche é na moral de “escravos” que as falsas virtudes se fundam na fraqueza, no servilismo, na renúncia do amor de si e, portanto, na negação dos valores vitais.

A palavra virtude, do latim vir, designa “o homem”, “o varão” (daí o adjetivo viril). Virtus é “poder”, “força”, “capacidade”. Também o termo grego para virtude – areté – significa “excelência”, “mérito”, qualidades referidas inicialmente ao guerreiro “belo e bom”. Portanto, o virtuoso nada tem de frágil ou servil, ao contrário, virtude é a capacidade de ação, é potência. Para Kant, a “virtude é a força de resolução que o homem revela na realização do seu dever”.

A virtude, como disposição para querer o bem, supõe a coragem de assumir os valores escolhidos e enfrentar os obstáculos que dificultam a ação. Por isso a noção de virtude não se restringe a um ato moral apenas, mas na repetição e continuidade do agir moral. Ao afirmar que “uma só andorinha não faz verão”, Aristóteles queria que a virtude não se resume ao ato ocasional e fortuito, mas resulta de um hábito.

 

8.     Obrigação e liberdade.

 

No breve percurso feito até aqui, percebemos que o ato moral é complexo e supõe contradições irreconciliáveis entre dois pólos, como o social e o pessoal, a tradição e a inovação e assim por diante. Não há como optar por apenas um desses aspectos, mas há que se admitir que as contradições constituem i próprio “tecido” da moral.

Igualmente, não deixa de nos causar perplexidade o fato de que o ato moral exige obrigação e liberdade.

Se a construção da consciência moral se realiza a partir da aprendizagem da convivência entre os homens, temos de admitir que o ato moral é um ato de vontade. Como tal distingue-se do desejo, que é involuntário e tende para sua realização. Por serem os desejos muitas vezes antagônicos, atender todos eles, torna-se impossível, até porque a vida em comum seria inviável. Por isso surge a moral, para exercer controle sobre o desejo. Evidentemente, não se trata de repressão, o que se busca não é a anulação do desejo, mas dar condições para que o indivíduo escolha e decida o que fazer em determinada situação.

Nesse sentido, o desejo não desaparece, nem é reprimido, permanecendo na consciência como desejo livremente recusado ou realizado, conforme a avaliação das circunstâncias.

O ato voluntário resulta, portanto, da consciência da obrigação moral. Não se trata de quaisquer obrigações, porém, o dever moral não resulta de constrangimento externo, mas da norma livremente assumida. Ou seja, só há autêntica moral quando o indivíduo age por sua própria iniciativa, como ser de liberdade. Autonomia (de auto, “próprio”) significa capacidade de decidir por si próprio a partir dos condicionamentos e determinismos.

Para que o imperativo da regra moral se imponha autonomamente na nossa consciência, é preciso discernir entre os valores que tocam nossa sensibilidade. Ao nos orientarmos priorizando certos valores e excluindo outros, estamos mobilizados por um projeto de felicidade que não diz respeito apenas a nós, como indivíduos, mas à coletividade da qual participamos.

Por isso, todo ato moral está sujeito a sanção, ou seja, merece aprovação ou desaprovação, elogio ou censura. O senso moral reage porque nossa afetividade foi atingida certos atos considerados imorais, como o assassinato de uma criança, provocam-nos indignação.

 

9.     Progresso moral.

 

Nem sempre a mudança moral equivale a progresso moral.

Certos valores necessariamente ultrapassados, da mesma forma que valores do “novos tempos” algumas vezes não indicam progresso. Só existe progresso quando há um avanço na melhoria de qualidade do ato moral em proveito do “bem viver”.

Quais seriam então os critérios para avaliar o progresso moral? Examinemos alguns deles:

·               Ampliação da esfera mora, Certos atos, cujo cumprimento antes era garantido por força (direito), por constrangimento social (costumes) ou por imposição religiosa, passam a ser cumpridos por exclusiva obrigação moral autônoma. Por exemplo, um pai divorciado não precisa da lei para reconhecer a obrigação de continuar ajudando no sustento de seus filhos menores de idade. Por outro lado, certas situações em que as pessoas fazem o bem tendo em vista a recompensa divina ou a aprovação social indicam a diminuição da esfera moral, porque, nesse caso, o estímulo para a ação não é a obrigação moral, mas uma certa “barganha” visando recompensa.

·               Caráter consciente e livre da ação, a responsabilidade moral depende de um compromisso livremente assumido. Responsável é a pessoa que reconhece seus atos como resultantes da vontade e responde pelas conseqüências deles. Toda vez que seres humanos permanecem tutelados, como as mulheres submissas e os escravos, o resultado é o empobrecimento moral das relações humanas.

·               Grau de articulação entre interesses coletivos e pessoais, enquanto nas tribos o coletivo predomina sobre o pessoal, nas sociedades contemporâneas o individualismo exacerbado tende a desconsiderar os interesses da coletividade. É importante que na vida moral se estabeleça um equilíbrio entre os interesses comuns e os pessoais.

 

10.           Considerações Finais.

 

Não há receitas para o agir bem, o compromisso conosco, com os outros, com as gerações futuras (o destino do planeta!) exige um estado de alerta constante.

Viver moralmente não é simples nem fácil, não depende da introjeção das normas herdadas nem da arbitrária decisão da subjetiva, mas se radica na aprendizagem da solidariedade, do reconhecimento da dignidade de si mesmo e dos outros.

Como, porém, participar da construção de um mundo moral?

Os problemas decorrentes da decadência ética que presenciamos não podem ser resolvdos apenas a partir de tentativas isoladas de educação moral do indivíduo. É preciso também vontade política de alterar as condições patogênicas, geradoras da doença social, para tornar possível a superação da pobreza moral.

Ao refletimos sobre o progresso moral, somos levados a questionar as relações entre política e moral. Embora sejam campos de ação diferentes  e sem dúvida auônomos, estão estreitamente relacionados. A política diz respeito às ações relativas ao poder e á administração dos assuntos públicos. Ora, quando há desequilíbrio de poder na sociedade, a maior parte das pessoas não alcança a cidadania plena, isto é não tem acesso aos canais de atuação política, o que repercute na moral individual  de inúmeras maneiras: as exigências de competição para manter ou alcançar privilégios e a luta pela sobrevivência na sociedade desigual elevam a níveis intoleráveis o egoísmo e o individualismo, geradores de violência dos mais diversos tipos. É assim que se pode falar em falta de ética diante da malversação de verbas públicas, que provoca, por exemplo, o colapso da rede de hospitais (quem há de negar que se trata de violência?), como também da imoralidade do seqüestro ou do assalto a mão armada.

Dito de outra forma, não basta “reformar o indivíduo” para “reformar a sociedade”. Um projeto moral desligado de um projeto político está destinado ao fracasso. Os dois processos devem caminhar juntos, pois formar o ser humano que também se esforça para ser justa.

 

Texto extraído do livro Temas de Filosofia

Maria Lúcia de Arruda Aranha e

Maria Helena Pires Martins.

Ed. Moderna pags.116 a 121

 

 

 

ATIVIDADES

 

 

01.  O que significa dizer que a não-indiferença é a principal característica do valor?

02.  De que forma o tempo e o lugar influenciam a valiação moral?

03.  Que critérios poderiam ser usados para avaliar se uma determinada regra moral “envelheceu”?

04.  Em que sentido a intersubjetividade constitui o ponto de partida da reflexão sobre o sujeito moral?

05.  Explique por que o ato está vinculado a noções de dever e autonomia.

06.  Toda mudança moral pode ser caraterizada como progresso moral? Justifique a resposta.

   

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