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                                                                       FILOSOFIA GREGA

 

Pode-se perceber que os dois primeiros períodos da Filosofia grega têm como referência o filósofo Sócrates de Atenas, aonde a divisão da Filosofia e feita da seguinte forma pré-socrática e socrática.

 

            Período pré-socrático ou cosmológico

 

Os principais filósofos pré-socraticos foram;

 

·        filósofos da Escola Jônica: Tales de Mileto , Anaximenes de Mileto, Anaximandro de Mileto e Hercáclito de Éfeso;

·        filósofos da Escola Itálica: Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona e Árquitas de Tarento;

·        filósofos da Escola Eleata; Parmênides de Eléia e Zenão de Eléia;

·        filósofo da Escola da Pluralidade Empédocles de Anaxágoras de Clazômena, Leucipo de Abdera e Demócrito de Abdera;

 

Como a maior parte das obras dos pré – socráticos desapareceram, vamos ver alguns fragmentos que sobraram :

 

 

                                                       ANAXIMANDRO

 

Anaximandro (610-547aC.) não explica a gênese pela mudança do elemento primordial, mas pela separação dos contrários em conseqüência do movimento primordial, mas pela separação dos contrários em conseqüência do movimento eterno. Contrários são quente e frio, seco e úmido e assim por diante.

      Anaximandro afirma que, por  ocasião da gênese deste cosmos, a força criadora do princípio eterno separou – se  do calor e do frio, formando – se uma esfera deste fogo ao redor do ar que envolve a Terra, assim como a casca em torno da árvore. Quando esta se rompeu, dividindo – se em diversos círculos, formaram – se o Sol, a Lua e as estrelas.

 

 ANAXÍMENES

 

             Anaxímenes (588-524 a.C)  admitia que a origem de todas as coisas é indeterminada, entreteanto, recusava-se a atribuir-lhe o caráter oculto de elemento situado fora dos limites da observação e da experiência sensível. Assim sendo ele conclui que a alma é o ar, como Anaxímenes e alguns estóicos, as estrelas surgiram da Terra, ao destacar – se desta umidade ascendente, com a rarefação da umidade, surgiu o fogo, e do fogo, que se eleva, constituíram – se as estrelas.

 

                                                                              HERÁCLITO

 

            Heráclito (viveu por volta do ano 500 a.C)afirma a unidade de todas as coisas, do separado e do não separado, do gerado e do não gerado, do mortal e do imortal, da palavra ( logos )  e do eterno, do pai e do filho, de Deus e da Justiça. E´ sábio que os que ouviam, não a mim, mas as minhas palavras ( logos ), reconheçam que todas as coisas são um.

            Eles não compreendem como, separando – se , podem harmonizar – se, harmonia de forças contrárias, como o arco e a lira.

            A Guerra é o pai de todas as coisas e de todos os reis, de uns fez deuses, de outros, homens de  escravos, de outros, homens livres.

 

 

 

                                                                             PARMÊNIDES

 

      Os ( anéis ) mais estreitos estão cheios de fogo sem mistura, os ( seguintes ) estão cheios  da noite, mas entre ambos está projetada a parte de fogo, no centro destes      ( anéis ) está a divindade que tudo governa, pois em tudo ela é o princípio do cruel nascimento e da união, enviando o feminino a unir – se com o masculino, como, ao contrário, o masculino com o feminino.

      Em primeiro lugar criou ( a divindade do nascimento ou do amor ) , entre todos os deuses, a Eros, e depois tudo foi criado.

 

                                                                     EMPÉDOCLES

 

 

      Ainda outra coisa te direi. Não há nascimento para nenhuma das coisas mortais, como não há fim na morte funesta, mas somente composição e dissociação dos elementos compostos, nascimento não é mais do que um nome usado pelos homens.

      Esta ( luta das duas forças ) é manifesta na massa dos membros humanos, às vezes, unem – se pelo amor todos o membros que atingiram a corporeidade, na culminância da vida florescente, outras, divididos pela cruel força da discórdia, erram separados nas margens da vida. Assim também com as árvores e peixes da águas, com os animais selvagens das montanhas e os pássaros mergulhões levados por suas asas.

 

      A filosofia pré – socrática se caracteriza pela preocupação com a natureza do mundo exterior. O nascimento da filosofia na Grécia é marcado pela passagem da cosmogonia para a cosmologia.

 

·        Cosmogonia -  típica do pensamento mítico, é descrita e explica como do caos surge o cosmo, a partir da geração dos deuses, identificados às forças da natureza ;

·        Cosmologia  -  as explicações rompem com a religiosidade, a arché ( princípio ) não se encontra mais na ordem do tempo mítico, mas significa princípio teórico, enquanto fundamento de todas as coisas.

 

 

                                  Os  Principais Filósofos Gregos

 

      O século de Péricles ( V  a.C ) constitui o período áureo da cultura Grega, quando a democrática Atenas desenvolve intensa vida cultural e artística. Os sofistas vivem nessa época e alguns deles são interlocutores de Sócrates. Os mais famosos sofistas foram Protágoras, de Abdera ( 485 – 411 a.C ) entre outros.       A palavra sofista, etimologicamente, vem de sophos, que significa sábio, ou melhor,                             professor de sabedoria . Posteriormente adquiriu o sentido pejorativo de homem que emprega sofismas, ou seja, alguém que usa de raciocínio capcioso, de má – fé , com a intenção de enganar.       Os sofistas costumavam cobrar pelas aulas e por esse motivo Sócrates os acusava de prostituição, ora, os sofistas, geralmente homens saídos da classe média, faziam das aulas seu ofício, já que não eram suficientemente ricos para filosofarem descomprometidos com o dinheiro. Eles foram acusados  de pronunciarem discursos vazios, essa fama se deve à excessiva atenção dada por alguns deles ao aspecto formal da exposição e da defesa das idéias, pois se achavam preocupados com a persuasão, instrumento por excelência do cidadão na cidade democrática.

 

 

 

·        Sócrates, ( 470-399 a.C )  Nada deixou escrito, e teve suas idéias divulgadas por      dois de seus principais discípulos, Xenofonte e Platão. Evidentemente, devido ao brilho deles, é de se supor que nem sempre fossem realmente fiéis ao pensamento do mestre. Nos diálogos que Platão escreveu, Sócrates figura sempre como principal interlocutor. Mesmo tendo sido incluído muitas vezes entre os sofistas, Sócrates recusava tal classificação, e opunha – se a eles de forma crítica.   Sócrates se indispôs com os poderosos do seu tempo, sendo acusado de não crer nos deuses da cidade e corromper a mocidade, e por isso foi condenado a morte e    teve   que   beber cicuta ( veneno )  o que fez com bravura e serenidade. Costumava conversar com todos, fossem velhos ou moços, nobres ou escravos, preocupado com o método do conhecimento, Sócrates parte do pressuposto só sei que nada sei,  que consiste justamente na sabedoria de reconhecer a própria ignorância, ponto de partida para a procura do saber. Por isso seu método  ( daimon ) começa  pela parte  considerada  destrutiva,  chamada ironia  ( em grego, perguntar ). Nas discussões afirma inicialmente nada saber, diante do oponente que só se diz conhecedor de determinado assunto. Com hábeis perguntas, desmonta as certezas até o outro reconhecer a ignorância, parte então para a Segunda etapa do método,  a maiêutica ( em grego parto  ). Dá esse nome em homenagem a sua mãe, que era parteira, acrescentando que, ela fazia parto do corpo, e ele dava luz as idéias novas. Sócrates, por meio de perguntas, destrói o saber constituído para reconstruí – lo na procura da definição do conceito, esse processo aparece bem ilustrado nos diálagos relatados por Platão, e é bom lembrar que, no final, nem sempre Sócrates tem a resposta, ele também se põe em busca do conceito e ás vezes as discussões não chegam a conclusões definitivas.

 

·        Platão ( 427-347 a.C. )  Principal discípulo de Sócrates, fundou a Academia de Atenas, para melhor sintetizar as sua idéias, recorremos ao livro VII de A República, onde seu pensamento é ilustrado pelo famoso mito da caverna. Platão imaginava uma caverna onde estão acorrentados os homens desde a infância, de tal  forma que, não podendo se voltar para a entrada, apenas enxergam o fundo da caverna. Aí são projetadas as sombras das coisas que passam às suas costas, onde há um fogueira. Se um desses homens conseguisse se soltar das correntes para contemplar à luz do dia os verdadeiros objetos, quando regressasse, relatando o que viu aos seus antigos companheiros, esses o tomariam por louco,  não acreditando em suas palavras. A análise do mito pode ser feita pelo menos sob dois pontos de vista : o epistemológico ( relativo ao conhecimento ) e o político ( relativo ao poder ) . Segundo  a dimensão epistemológica, o mito da caverna é uma alegoria a respeito das duas principais formas de conhecimento, na teoria das idéias, Platão distingue o mundo sensível, dos fenômenos, e o mundo inteligível, da idéias. O mundo sensível, acessível aos sentidos, é o mundo da multiplicidade, do movimento, e é ilusório, pura sombra do verdadeiro mundo. Assim, mesmo se percebemos inúmeras abelhas dos mais variados tipos, a idéia de abelhas deve ser uma, imutável, a ver verdadeira. Com isso Platão se aproxima só instrumental teórico de Parmênides e , aliando – se aos conhecimentos de Sócrates, elaborou uma teoria original.  Do seu mestre aproveita a noção nova de logos ( palavras ), e continuando o processo de compreensão do real, cria a palavra idéia ( eidos ) para referir – se à instituição intelectual, distinta da intuição sensível . Portanto, acima do ilusório mundo sensível, há o mundo das idéias gerais,  das essências imutáveis que o homem atinge pela contemplação e pela depuração dos enganos dos sentidos. Mas como é possível aos homens ultrapassarem o mundo das aparências ilusórias ? Platão supõe que os homens já teriam vivido como puro espírito quando contemplaram o mundo das idéias. Mas tudo esqueceram quando se degradam ao se tornarem prisioneiros do corpo que é considerado o túmulo da alma. Pela teoria da reminiscência, Platão explica como os sentidos se constituem apenas na ocasião para despertar na almas as lembranças adormecidas. Em outras palavras, conhecer é lembrar. No diálogo Menon, Platão descreve como um escravo, ao examinar figuras sensíveis que lhe são oferecidas, é induzido a lembra – se da idéias e descobre uma verdade geométrica. Voltando ao mito da caverna o filósofo ( aquele que se libertou das correntes ) , ao contemplar a verdadeira realidade e Ter passado da opinião ( doxa ) à ciência ( episteme ), deve retornar ao meio dos homens para orienta-los. As suas  obras mais importantes fora,  Apologia de Sócrates, Críton..O Banquete, Fédon, Fedro e S República.

 

·        Aristóteles ( 384-322 a.C )  nasceu  em Estagira, na Calcídica ( região dependente da Macedônia ). Seu pai era médico de Felipe, rei da Macedônia, mais tarde, Alexandre, filho de Filipe, foi discípulo de Aristóteles até o momento em que precisou assumir precocemente o poder e continuar a expansão do império. Freqüentou a Academia de Platão e a fidelidade ao mestre foi entremeada por críticas que mais que mais tarde justificaria dizendo. Sou amigo de Platão, mas mais amigo da verdade, sua extensa obra forma um dos grandes sistemas filosóficos cuja importância se encontra na abragência dos assuntos abordados como na interligação rigorosa entre as partes constitutivas.  A teoria aristotélica se baseia em três distinções fundamentais, que passamos a descrever simplificadamente : substância – essência – acidente ; ato – potência : forma – matéria, que por sua vez desembocam na teoria das quatro causas. Aristóteles traz as idéias do céu à terra rejeita o mundo das idéias de Platão, fundindo o mundo sensível e o inteligível no conceito da substância, enquanto aquilo que é em si mesmo , ou enquanto suporte dos atributos. Todo ser é constituído de matéria e forma, princípios indissociáveis, enquanto a forma é o princípio inteligível, a essência comum  aos indivíduos da mesma espécie, pela qual todos são o que são, a matéria é pura passividade, contendo a forma em potência. Numa estatua, por exemplo, a matéria é o mármore, a forma é a idéia que o escultor realiza na estátua. Toda a estrutura teórica da filosofia aristotélica desemboca na teologia, assim podemos destacar:

a)     Princípio da não contradição,  o ser é ou não é , não existe nada que possa ser ou não ser  ao mesmo tempo e sob o mesmo ponto de vista ;

b)     Princípio da Substância, na existência dos seres podemos distinguir a substância    ( a essência, propriamente dita, de uma coisa, sem a qual ela não seria aquilo que é )  do   acidente   ( a qualidade não essencial, acessória do ser ) ;

c)      Princípio da causa eficiente.  Todos os seres que captamos pêlos sentidos são seres contigentes, isto é, não possuem, em si próprios, a causa eficiente de suas existências. Portanto para existir, o ser contigente depende de outro ser que representa a sua causa eficiente, chamado de ser necessário ;

d)     Princípio da Finalidade,  todo ser contigente existe em função  de uma finalidade, de um objetivo, de uma razão de ser. Enfim ,todo ser contigente possui uma causa final ;

e)     Princípio do Ato da Potência,  todo ser contigente possui duas dimensões o ato e a potência. O Ato representa a existência atual do ser, aquilo que está realizado e determinado. A Potência  representa a capacidade real do ser, aquilo que não se realizou mas pode realizar-se . É´  passagem da potência para o ato que explica toda e qualquer mudança.

 

 

 

 

                           

                                            A ATITUDE FILOSÓFICA

 

Imaginemos agora, alguém que tomasse uma decisão muito estranha e começasse a fazer perguntas inesperadas. Em vez  de “ que horas são ? “ ou ” que dia é hoje “,. Perguntasse O QUE É TEMPO ? em vez de dizer “ está sonhando “ perguntar O QUE É SONHO ?

Se, em vez de falar na subjetividade dos namorados, inquirisse, O QUE É O DESEJO ?  O QUE SÃO OS SENTIMENTOS. E, se em vez de afirmar que gosta de alguém porque possui as mesmas idéias, os mesmos gostos, as mesmas preferências e os mesmos valores, preferisse dizer O QUE É UM VALOR ? O QUE É UM VALOR MORAL ? O QUE É MORAL  e assim por diante.

 

 

                                                  A ATITUDE CRITÍCA

 

 

A primeira característica da atitude filosófica é negativa, isto é, um dizer não ao senso comum, aos pré-requisitos aos fatos e as idéias da experiências cotidiana ao que “ todo mundo diz e pensa “ ao  que já esta preestabelecido.

A Segunda característica  da atitude filosófica é positiva, isto é uma interrogação sobre o que são as coisas, as idéias, os fatos, as situações, os comportamentos, os valores, nós mesmos. É também uma interrogação sobre o porque disso tudo e de nos, e uma interrogação sobre como tudo isso é assim e não de outra maneira. O  que é ? essas são as indagações fundamentais da atitude filosófica.

A face negativa e a face positiva da atitude filosófica constituem  o que chamamos de  atitude crítica e pensamentos críticos.

A filosofia começa dizendo não as crenças e aos preconceitos do senso comum, é portanto, começa dizendo que não sabemos o que imaginávamos saber, por isso, o patrono da filosofia, o grego SÓCRATES, afirma que a primeira e fundamental verdade filosófica é dizer ‘ sei que nada sei

 

 

                                     PARA QUE SERVE A FILOSOFIA

                           

Em nossa cultura e em nossa sociedade, costumamos considera que alguma cosia só tem direito de existir se tiver alguma finalidade prática, muito visível e de utilidade imediata.

Por isso, ninguém pergunta para que as ciências, pois todo mundo imagina ver a utilidade das ciências nos produtos da técnica, isto é,  na  aplicação cientifica à realidade. ninguém, todavia, consegue ver para serviria a  FILOSOFIA. Parece, porém que o senso comum não enxerga algo que os cientistas sabem muito bem, a filosofia seria a arte do bem-viver , estudando as paixões e os vícios humanos, a liberdade e a vontade, analisando a capacidade de nossa razão para impor limites aos nossos desejos e paixões, ensinado-nos a viver de modo honesto e justo na companhia dos outros seres humanos

 

 

 

Bibliografia

 

 

Aranha, Maria Lúcia de  A. e  Martins, Maria

Helena  P. Filosofando, introdução à filosofia

1.      ed. São Paulo, Modrna, 1986.

 

Temas de filosofia. São Paulo, Moderna, 1992

 

Bochenski, Joseph M. Diretrizes do pensamento

filosofico, São Paulo. Herder, 1964

 

Contrim, Gilberto fundamentos da  filosofia

Ed.Saraiva

 

Chaui, Marilena, Convite a Filosofia

Editora  Ática

 

 

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